Sexta-feira,
Dos corações saudosos e apaixonados,
e por que não, dos corações bandidos.
Eu, que não sei onde me enquadro,
Só tenho a opção dos solitários,
anciosos ou resignados:
uma cadeira ou banco,
sempre acompanhado,
numa mesa de boteco.
Disforia de elementos concretos imersos num mar abstrato. Multiplicidade de sentido e descarga metafórica, sentimento metamorfoseado em palavra. Pó, líquido, massa, edifício, destroços, gases e vapor. Cores, flores, ventos, amores, lixo, bichos, vozes, cuspes, cochos; de corpo ou de mente, pensantes, viventes, da vida ou de sonhos...
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Quinta de quinta
Peço pelo amor de Deus que passe logo,
Pra que chegue a Sexta.
Se possível te queimar dos calendários
E nunca mais ter de passar por ti
Maldita e bendita sejas tu!
Que ao mesmo que estende
O martírio que é a semana
Preludía o fim da mesma.
Vai-te embora Quinta-feira.
Vira Sexta de uma vez!
Pra que chegue a Sexta.
Se possível te queimar dos calendários
E nunca mais ter de passar por ti
Maldita e bendita sejas tu!
Que ao mesmo que estende
O martírio que é a semana
Preludía o fim da mesma.
Vai-te embora Quinta-feira.
Vira Sexta de uma vez!
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Abismo de Quarta
Meio de semana, em cima da pedra, quarta-feira chegou. A gente tá no olho do furacão, no redemoinho da rotina, no caos da urbes, no chão. Apertado na lotada, engarrafado, feito flor no asfalto. Apático, no automático, sem pensar nem sentir... executar é o comando.
Mas são nessas paredes, nesses prédios que nos cercam, nesses muros de concreto, vidros de carros, parados ou em movimento, um desses líquidos quaisquer que pode refletir, é que se notam, nos olhos, o rosto cansado, observando um outro corpo cansado, num reflexo de algo, um corpo fadigado.
E é esse corpo morto, no meio da semana, no frenesí do cotidiano, que tem a descência de perceber, que nas profundezas de si mesmo, em meio a toda aquela carne torpe de movimentos repetitivos, que existem coisas valiosas em que não se repara pela constante frequência.
A alma, o amor, o eu e o tu. A razão pela qual você sempre faz questão de esquecer, e quando esquece, não entende o porquê de não lembrar.
Mas são nessas paredes, nesses prédios que nos cercam, nesses muros de concreto, vidros de carros, parados ou em movimento, um desses líquidos quaisquer que pode refletir, é que se notam, nos olhos, o rosto cansado, observando um outro corpo cansado, num reflexo de algo, um corpo fadigado.
E é esse corpo morto, no meio da semana, no frenesí do cotidiano, que tem a descência de perceber, que nas profundezas de si mesmo, em meio a toda aquela carne torpe de movimentos repetitivos, que existem coisas valiosas em que não se repara pela constante frequência.
A alma, o amor, o eu e o tu. A razão pela qual você sempre faz questão de esquecer, e quando esquece, não entende o porquê de não lembrar.
domingo, 30 de outubro de 2011
Fuga de Terça
Costumo ausentar-me na Terça-feira, pois ninguém nota. É o dia comum de esquecimento mútuo, exceto em Terça de festa, mas da festa ninguém quer fugir. Exemplo disso é Sexta-feira.
É o rompimento com a monotonia, a farra de lei, e com o perdão das palavras, quando alguém quer f*der, se f*der, ou ser f*dido, lembra logo de alguém pra partilhar a culpa. Ninguém quer se dar mal, as vezes bem, sozinho.
Então, se é preciso fugir, que seja no dia em que ninguém me procure. Se o dia é Terça, que seja na Terça, e que ninguém note e nem se esqueça, que no fim de semana , pode me ligar. Mas não na Terça, lamento.
É o rompimento com a monotonia, a farra de lei, e com o perdão das palavras, quando alguém quer f*der, se f*der, ou ser f*dido, lembra logo de alguém pra partilhar a culpa. Ninguém quer se dar mal, as vezes bem, sozinho.
Então, se é preciso fugir, que seja no dia em que ninguém me procure. Se o dia é Terça, que seja na Terça, e que ninguém note e nem se esqueça, que no fim de semana , pode me ligar. Mas não na Terça, lamento.
Intervalo de Segunda
Hoje é segunda-feira. O dia tá lindo; um solzão... Tô vendo no reflexo da janela algum verde, no meio dos edifícios, e os problemas estão engavetados.
A gaveta está lotada de pendências, mas eu tô bem! Como o dia estou feliz, e como quase nunca, sem inspiração pra mais que esse relato. Poderia estar melhor. Pode, e vai, piorar... Mas tá bom. Acho que tô até com sorte...
A gaveta está lotada de pendências, mas eu tô bem! Como o dia estou feliz, e como quase nunca, sem inspiração pra mais que esse relato. Poderia estar melhor. Pode, e vai, piorar... Mas tá bom. Acho que tô até com sorte...
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