Peço pelo amor de Deus que passe logo,
Pra que chegue a Sexta.
Se possível te queimar dos calendários
E nunca mais ter de passar por ti
Maldita e bendita sejas tu!
Que ao mesmo que estende
O martírio que é a semana
Preludía o fim da mesma.
Vai-te embora Quinta-feira.
Vira Sexta de uma vez!
Disforia de elementos concretos imersos num mar abstrato. Multiplicidade de sentido e descarga metafórica, sentimento metamorfoseado em palavra. Pó, líquido, massa, edifício, destroços, gases e vapor. Cores, flores, ventos, amores, lixo, bichos, vozes, cuspes, cochos; de corpo ou de mente, pensantes, viventes, da vida ou de sonhos...
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Abismo de Quarta
Meio de semana, em cima da pedra, quarta-feira chegou. A gente tá no olho do furacão, no redemoinho da rotina, no caos da urbes, no chão. Apertado na lotada, engarrafado, feito flor no asfalto. Apático, no automático, sem pensar nem sentir... executar é o comando.
Mas são nessas paredes, nesses prédios que nos cercam, nesses muros de concreto, vidros de carros, parados ou em movimento, um desses líquidos quaisquer que pode refletir, é que se notam, nos olhos, o rosto cansado, observando um outro corpo cansado, num reflexo de algo, um corpo fadigado.
E é esse corpo morto, no meio da semana, no frenesí do cotidiano, que tem a descência de perceber, que nas profundezas de si mesmo, em meio a toda aquela carne torpe de movimentos repetitivos, que existem coisas valiosas em que não se repara pela constante frequência.
A alma, o amor, o eu e o tu. A razão pela qual você sempre faz questão de esquecer, e quando esquece, não entende o porquê de não lembrar.
Mas são nessas paredes, nesses prédios que nos cercam, nesses muros de concreto, vidros de carros, parados ou em movimento, um desses líquidos quaisquer que pode refletir, é que se notam, nos olhos, o rosto cansado, observando um outro corpo cansado, num reflexo de algo, um corpo fadigado.
E é esse corpo morto, no meio da semana, no frenesí do cotidiano, que tem a descência de perceber, que nas profundezas de si mesmo, em meio a toda aquela carne torpe de movimentos repetitivos, que existem coisas valiosas em que não se repara pela constante frequência.
A alma, o amor, o eu e o tu. A razão pela qual você sempre faz questão de esquecer, e quando esquece, não entende o porquê de não lembrar.
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